sábado, 19 de março de 2011

Revolução Cubana

Ao fim da década de 50, Cuba encontrava-se em um regime ditatorial sob comando de Fulgêncio Batista que era grande aliado do governo dos Estados Unidos da América, o governo Cubano além de corrupto criava facilitações aos trustes Norte Americanos. Em 1956 o exército rebelde promoveu a expedição do Granma que acabou por implantar um centro de atividades guerrilheiras em Sierra Maestra, durante o ano de 1957 os revolucionários tiveram varias batalhas que os consolidaram politicamente e militarmente.

Durante as incursões vitoriosas do exercito revolucionário as terras do território libertado eram desapropriadas e distribuíam para os camponeses, além da distribuição das terras aplicavam assistência técnica para a agricultura, educação e saúde. Nos anos entre 1958 e 1959 iniciava o programa de reformas com confiscos de propriedades de Batista e de seus aliados Norte Americanos, distribuição de terras de forma individual ou formando cooperativas, limitando a posse de terras, decretando a redução dos alugueis urbanos, das tarifas publicas e uma reforma monetária que anulou os capitais que haviam sido retirados para o exterior.

O governo dos Estados Unidos não deixaria por menos, pois a revolução cubana atacava as empresas Norte Americanas, como a grande United Fruit cujo suas terras foram desapropriadas e como retaliação Norte Americana ocorreram sabotagens no Porto de Havana enquanto que a nacionalização da telefonia foi respondida com incêndios nos canaviais cubanos realizados pela aviação dos E.U.A. A cada ação tomada pelo governo revolucionário atingia a exploração que os Estados Unidos praticava na ilha, as ações revolucionarias também não eram aprovadas pela burguesia que via sua hegemonia quebrada.

As hostilidades não se realizavam somente pelo fogo das armas, mas também no setor econômico, os Estados Unidos cortou o fornecimento de petróleo e a recusa das refinarias Norte Americanas de processar o petróleo Soviético levou o Governo de Fidel Castro a promover a nacionalização de empresas como Shell, Exxon e Texaco, além de bancos e outras empresas estrangeiras. Desde a organização do núcleo militar revolucionário que Fidel Castro desempenhou exilado no México em 1954 até a nacionalização do setor petrolífero de Cuba o segundo pior golpe realizado pelo governo Norte Americano à economia cubana seguiu após a ação de Fidel de nacionalizar as refinarias de petróleo que ocasionou o cancelamento da compra da cota de cana de açúcar, deixando Cuba sem combustível e sem seu principal produto de exportação.

Cuba encontrava-se em uma condição desfavorável porem possuía o apoio de grande contingente de camponeses, mas o governo necessitava de novos apoios econômicos que chegariam com a ajuda de Ernesto Guevara no inicio de 1961 que aproximou Cuba com a União Soviética. Agora Cuba possuía um poderoso aliado que garantia a compra da cota de cana de açúcar como o abastecimento de petróleo. Os Estados Unidos promoveu a ruptura de relações com Cuba e apoiou de maneira mais intensiva as forças contra-revolucionarias, alguns inicialmente pertenciam à revolução como Hubert Mattos, pecuarista que não aceitou a reforma agrária.

As tentativas de intervenção Norte Americanas ocorriam por meios de atentados e sabotagens e forneceram apoio aéreo a um efetivo de mais de mil soldados formados por exilados cubanos e mercenários que desembarcaram em Playa Girón na Baia dos Porcos em abril de 1961 com a pretensão de derrubar o governo revolucionário, mas foi derrotado graças à ajuda popular em três dias. A derrota fez com que os E.U.A pressionasse os paises da América Latina a decretarem um bloqueio continental na reunião da Organização do Estados Americanos em 1962 o que demonstrou a preocupação dos E.U.A com possíveis influências revolucionarias por toda América.

O estreitamento com a União Soviética trouxe mísseis nucleares para Cuba em uma tentativa de proteção contra uma possível intervenção direta do Exercito Norte Americano, entre um possível choque entre as duas potencias surge o acordo de que a União Soviética retiraria seus mísseis e os Estados Unidos não invadiria Cuba. A revolução Cubana abriu uma ferida no orgulho Norte Americano pelo fato de ter ocorrido no seu visinho e “colônia açucareira”, abrindo a chance de inspirar possíveis reivindicações em outros paises da América contra o imperialismo Norte Americano que resultou na implantação das ditaduras por toda a América Latina apoiados pelos E.U.A como medida preventiva.

Bibliografia

AUGUSTO, César, GUAZZELLI, Barcellos. História Contemporânea da América Latina 1960-1990 – Editora UFRGS, 2004

Tradução de Antonio José Massano. Edição original Comitê central do Partido Comunista de Cuba. Os Camponeses cubanos e a revolução – La Habana 1973.– distribuição: ULMEIRO.

FERNANDES, Florestan. Da Guerrilha ao socialismo: A revolução Cubana – Editora T. A. Queiroz, Editor, LTDA - 1979

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